Supermercados elevam vendas em 6,6% no mês de junho

02/08/2012 07:35

As vendas reais do setor supermercadista registraram alta de 6,68% em junho em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com o Índice Nacional de Vendas divulgado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Na comparação com maio deste ano, o indicador apresentou queda de 5,47%.

No primeiro semestre deste ano, as vendas dos supermercados subiram 6,79% ante igual intervalo de 2011. Esses índices já foram deflacionados pelo IPCA, medido pelo IBGE.

Em valores nominais, o índice de vendas da Abras apresentou queda de 5,39% em junho em relação a maio e alta de 11,98% ante junho de 2011. No acumulado do ano, o índice nominal tem alta de 12,55% na comparação com o mesmo período do ano passado.

De acordo com o presidente da entidade, Sussumu Honda, o valor acumulado no primeiro semestre é alto, o que dá base à entidade para projetar crescimento em torno de 5% para o ano. "Refizemos a projeção antes calculada em 4%, principalmente em função do resultado acumulado, mas é importante destacar que os indicadores mostram quedas nas vendas pelo segundo mês consecutivo." O dirigente ressalta que o segundo semestre é tradicionalmente melhor em vendas se comparado com a primeira metade do ano.

Cesta Abras
A AbrasMercado, cesta de 35 produtos de largo consumo, analisada pela GfK a pedido da Abras, apresentou alta de 0,33% em junho em relação a maio deste ano. Já na comparação com junho de 2011, o indicador registrou crescimento de 7%, passando de R$ 299,24 para R$ 320,20.

Os produtos com as maiores altas em junho na comparação com maio foram batata (+29,55%), tomate (+16,69%) e ovo (+3,56%). Já os produtos com as maiores quedas no último mês foram cebola (-6,21%), carne traseiro (-3%) e desinfetante (-2,09%). "As altas mais expressivas têm explicação nas quebras de safra provocadas pela seca, no caso da batata, e às baixas temperaturas, no caso do tomate, que impactaram negativamente na produtividade e oferta dos produtos", conforme levantamento da Abras.

 

Fonte: O Estado de S. Paulo