Porto Organizado coopera para desenvolvimento econômico de Rondônia

07/03/2013 07:51

Após a instalação das usinas hidrelétricas em Rondônia, o estado deu um salto de crescimento na economia. O boom financeiro atraiu grandes empresas e deu um novo rumo ao mercado de trabalho. O que pouca gente sabe é que esse desenvolvimento não seria possível sem o desempenho do Porto Organizado da Capital, que não só atua na exportação de grãos e cargas gerais, como também permite o desembarque de peças de grande porte, as chamadas cargas especiais - essenciais para o funcionamento das grandes empresas- que chegam a pesar 280 toneladas e causariam um verdadeiro transtorno no trânsito, caso fossem transportadas por rodovias.

Esta semana o porto realizou uma dessas operações especiais que mobilizou, pelo menos, 45 operadores portuários. O esforço conjunto foi para descarregar duas peças gigantes que saíram de Xangai, na China, e tem como destino a Usina Hidrelétrica Santo Antônio que desde o início das obras já importou, via Hidrovia do Madeira, cerca de 20 peças, como transformadores e turbinas. Conforme destacou Ricardo Sá, diretor-presidente da Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia (Soph), o transporte hidroviário, além de evitar um caos no modal rodoviário com esse tipo de carga também tem um menor custo de frete: cerca de um terço a menos que o rodoviário.

Outro ponto destacado por Ricardo Sá é a logística diferenciada proporcionada pelo Porto às empresas que se implantaram em Rondônia. “Toda a perspectiva e projeção de crescimento econômico para Porto Velho e Rondônia como um todo, seriam nulos se não houvesse uma logística privilegiada de escoamento e a eficácia de combinação de intermodalidades. Indubitavelmente, o porto foi e está sendo imprescindível para a construção das usinas”, ressaltou.

Segundo o diretor de fiscalizações e operações da Soph, Edinaldo Gonçalves Cardoso, ainda é preciso realizar mais investimentos na infraestrutura portuária para maximizar a eficiência das atividades. “Estamos buscando ter mais mobilidade nas nossas operações. Para isso, estamos empenhados em buscar recursos que possam ampliar nossa capacidade de trabalho. Mas mesmo com condições limitadas, de 2011 para 2012 foi registrado um aumento de 40% na movimentação de carga com o transporte de 3,5 milhões de toneladas. Esse ano, pretendemos superar essa marca”, disse Edinaldo Gonçalves.

 

Fonte: Decom