Os maiores varejistas do mundo

10/02/2012 07:41

A 15ª edição de “Os Poderosos do Varejo Global”, estudo anual desenvolvido pela Deloitte em parceria com a STORES Media, destaca o crescimento das vendas dos 250 maiores varejistas, que chegou a 5,3% em 2011. Para que se tenha uma ideia, no ano anterior esse índice foi de 1,2%. Ou seja, mais de 80% dos listados nesta pesquisa puderam acompanhar o quanto suas vendas aumentaram significativamente. O primeiro no ranking da América Latina é o Grupo Pão de Açúcar e entre os dez primeiros colocados da região há também outra empresa brasileira, as Lojas Americanas, na quinta posição. Por outro lado, quando considerado o ranking global, o Grupo Pão de Açúcar aparece em 45º e as Lojas Americanas em 158º. Neste quesito, o grupo Walmart, dos Estados Unidos, aparece na liderança, seguido do Carrefour (França) e da Tesco (Reino Unido). De todo modo, o Brasil tem ganhado destaque na economia mundial. A estabilidade econômica, a expansão de crédito, o crescimento do PIB e o baixo índice de desemprego, entre outros fatores, são os responsáveis não só pelo aumento do consumo no Brasil, mas também pelo surgimento de uma nova categoria de consumidores. “Nosso País tem se mostrado muito forte no setor varejista e as duas empresas ranqueadas demonstram um crescimento contínuo. Para o próximo ano, considerando todas as mudanças em nossa economia, existe uma grande probabilidade de termos outras empresas brasileiras nessa pesquisa”, analisa Reynaldo Saad, sócio-líder para o atendimento das empresas do setor varejista da Deloitte. Entretanto, para continuar a crescer, o País precisa se adequar às novidades do setor que hoje já são fortes no mundo. O levantamento mostra que aqueles que souberem se antecipar ao “novo varejo”, baseado em conectividade e tecnologia, sairão na frente e serão possivelmente vencedores. Os 250 maiores varejistas do mundo A América Latina e a região África/Oriente Médio têm apresentado forte crescimento e rentabilidade. Os varejistas latino-americanos superaram os concorrentes no mundo inteiro. Sete dos dez varejistas dessa região, entre os 250 maiores, registraram aumento de dois dígitos nas vendas. Por outro lado, o crescimento abaixo da média das vendas dos varejistas norte-americanos levou à queda na participação da América do Norte, tanto entre as 250 maiores empresas, quanto nas vendas de 2010. Ainda assim, vale considerar que das dez primeiras empresas que aparecem no ranking, cinco são americanas, e na classificação das 25 primeiras, dez são dos Estados Unidos. A região Ásia/Pacífico vem aumentando sua participação entre as 250 maiores varejistas, desde 2007. Porém, o crescimento das vendas compostas pelas empresas japonesas em 2010 foi de apenas 1,5%, muito abaixo da taxa de crescimento geral da região (4,7%) e de longe, a menor de todas as regiões e países analisados. Pelo segundo ano consecutivo também houve uma queda no número de empresas européias do ranking (de 92 em 2009 para 88 em 2010). Mas mesmo diante deste cenário, os varejistas europeus são os mais ativos globalmente. Eles reduziram suas dependências nos mercados de origem e tornaram a expansão para mercados estrangeiros uma estratégia de crescimento. O papel da internet O e-commerce já é braço dos varejistas, mas precisa estar cada vez mais integrado ao negócio. Para isso, a pesquisa demonstra que é preciso aproveitar as informações geradas sobre os consumidores que utilizam esse canal e desenvolver estratégias mais eficazes de fidelização. “Para o novo consumidor, que sempre esta à procura de novos produtos e melhorias, é importante pensar que a venda é apenas o início de uma relação de confiança. A fidelização da marca é um dos maiores desafios para o varejista”, completa Saad. As redes sociais também ganham cada vez mais força na decisão de compra. O Índice de Confiança Social do IBOPE 2011 mostra, por exemplo, que entre os grupos de relacionamento das pessoas, os amigos estão em 6º lugar. Isso significa que antes de comprar um produto, as pessoas têm criado o hábito de consultar suas redes de relacionamento com o propósito de levantar opiniões e experiências sobre aquele determinado produto, no varejo.

 

FONTE: Deloitte.com