Ministra descarta inflação de alimentos devido à seca

24/02/2015 08:06

A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, descartou risco de desabastecimento ou inflação de alimentos por causa da falta d'água que afeta o País. Ela explicou que, além das perspectivas de chuvas para os próximos dias, as perdas de produção nos estados mais afetados pela estiagem serão compensadas pela produção em regiões irrigadas.

"É um otimismo não exacerbado, é uma torcida bem realista, porque, de fato, foram anunciadas chuvas para todo o Brasil, especialmente no Sudeste. Ficamos otimistas por períodos. Neste, estamos otimistas", disse Kátia, após reunião ministerial para discutir os impactos da seca.

Segundo Kátia Abreu, a produção de commodities (produtos primários com cotação internacional) não foi afetada, a de carne não depende de questões relacionadas à falta d'água neste momento, e a de leite também não sofrerá grandes impactos porque os produtores são preparados para a fase seca.

Em relação ao tomate e à cebola, batata e laranja, que, segundo a ministra, têm grande reflexo sobre o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) – que mede a inflação oficial - a produção em áreas irrigadas deve compensar as perdas em São Paulo e no Paraná.

"Estamos com a expectativa de que perímetros irrigados de Goiás e do Nordeste deverão produzir o suficiente para não termos problemas com estes produtos", disse ela, lembrando que há 1,2 milhão de hectares irrigados por 17 mil pivôs centrais nestas culturas.

Segundo Kátia Abreu, as medições de umidade do solo feitas por satélite pela Embrapa mostram que os primeiros dados de fevereiro serão mais favoráveis para os produtores. "Nossa expectativa é positiva porque houve chuva em vários lugares do País onde não choveu no veranico de janeiro. Estamos otimistas porque a leitura desse próximo decêndio fará diferença e melhorará a umidade do solo percebida pelo satélite", disse.

As previsões do Instituto Nacional de Meteorologia mostram que os estados do Ceará, Paraíba e Pernambuco terão estiagem grave, e Bahia, Alagoas e Rio Grande do Norte também serão afetados, em menor grau.

 

Fonte: Diario do Nordeste, por redação SM