Intenção de consumo de Porto Velho fica mais alta ainda em relação à média nacional

22/08/2013 16:32

A Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) das famílias de Porto Velho, no mês de agosto, elaborada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-FECOMÉRCIO/RO em conjunto com a Confederação Nacional do Comércio-CNC, mostra que o indicador da capital rondoniense que era 3,8% acima para da intenção de consumo nacional, em julho, passou a ser, agora, em agosto, de 5,2% acima da nacional. O resultado deriva de que, neste mês, enquanto a Intenção de Consumo das Famílias brasileiras apresentou um recuo de 1,3% caindo para 123,4 pontos, na comparação com o mês passado, a intenção de consumo das famílias de Porto Velho teve uma variação positiva de 0,2% passando dos 129,7 pontos de julho para 129,9 pontos em agosto. Entre os sete itens pesquisados quatro tiveram um desempenho positivo, com destaque para a Perspectiva de Consumo, que subiu 3,9%, para a Perspectiva Profissional que subiu 3,7% e o Emprego Atual que subiu 3,6%. O grande destaque negativo foi do Momento para Duráveis, com queda de -6,6%, o que, em parte, é atribuído aos custos mais elevados do crédito e o seu acesso que teve uma queda de -2,4%.

INTENÇÃO DE CONSUMO DAS FAMÍLIAS DE PORTO VELHO- Agosto de 2013

 

INDICE

Maio

Junho

Julho

Variação%

Julho/Agosto

INTENÇÃO DE CONSUMO DAS FAMÍLIAS

131,1

129,7

129,9

  0,2

Emprego Atual

137,3

137,4

142,3

  3,6

Perspectiva Profissional

144,6

135,8

140,8

  3,7

Renda Atual

146,1

148,3

146,0

 -1,6

Acesso à Credito

139,9

143,9

140,5

 -2,4

Nível de Consumo Atual

 104,4

  99,5

 101,0

  1,5

Perspectiva de Consumo

118,4

114,7

119,2

  3,9

Momento para Duráveis

126,8

128,1

119,7

 -6,6

Fonte: CNC/Fecomércio-Pesquisa Direta

 

Apesar da Perspectiva de Consumo ter aumentado, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia, Raniery Araújo Coelho, afirma que “O momento, apesar do comércio de Porto Velho ter uma intenção de consumo maior que a nacional é de incerteza. A alta recente do dólar, com impactos negativos sobre a inflação, preocupa não somente ao governo, mas, se reflete numa perspectiva, em termos de Brasil, de maior custo de acesso ao crédito com reflexos imediatos sobre o consumo. Desta forma, mesmo os dados sendo positivos, as expectativas negativas podem impedir um consumo maior. Nossa esperança é que o governo tome medidas para acelerar o consumo”.

 

Fonte: Fecomércio-RO/ CNC