Inflação oficial fecha 2017 em 2,95%, menor índice desde 1998

17/01/2018 09:41

O IBGE divulgou, nesta quarta-feira (10), os números da inflação oficial do Brasil. Em dezembro, o IPCA acelerou um pouco e ficou em 0,44%. Mas essa pequena alta não impediu que a inflação fechada de 2017 ficasse no menor nível desde 1998 e abaixo do piso da meta.

“Essa queda ela é uma queda média, então, uma média de preços no Brasil, parâmetro de diversas capitais que a gente compara com média de preços de 2016. O que a gente olha é que alimento contribuiu e ajuda para essa inflação baixinha de 2017”, destaca Mirella Pricoli Amaro Hirakawa, economista do Santander.

Nessa média geral de preços, é difícil cortar alguns itens que são importantes na vida da gente e ficaram bem salgados. A maioria deles tem preço administrado com reajuste estabelecido por contrato. O gás de botijão subiu muito, gasolina, a energia elétrica, a água e o esgoto também.

Outra coisa que ajudou a segurar os preços em 2017 foi o corredor vazio sem consumidor. O desemprego alto fez muita gente segurar os gastos. E com menos gente gastando dinheiro, que comerciante vai querer subir os preços? Isso evitou muito reajuste. Não só no comércio, como na área de serviços.

“Você teve três anos de recessão. Três anos de atividade muito fraca, de economia muito fraca ajuda a desacelerar a inflação como a gente viu acontecer no ano passado. Então, a gente teve uma conjunção de três elementos importantes: deflação de alimento, queda de preço de alimento, uma recessão que aconteceu aí durante três anos e um Banco Central que tava ali na marca do pênalti, em cima pra controlar a inflação a todo momento. E sinalizando que de fato queria controlar essa inflação. Quando você junta esses três elementos juntos de uma vez só, a gente entrega essa inflação muito baixa que a gente teve”, comenta Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados.

 

Fonte: JN, via Portal G1