Impactos da cheia prejudicam o comércio

13/03/2014 17:41

Um fator a mais torna a cheia do Rio Madeira ainda pior para a atividade comercial do Estado que é o fato de que a  Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia (SOPH), responsável pela administração do Porto de Porto Velho, determinou a paralisação das operações portuárias realizadas no cais flutuante por tempo indeterminado ou até que a situação retorne à normalidade. A determinação, feita por meio de ato administrativo, começou a valer na última terça-feira, dia 25. A medida pretende garantir a segurança das operações portuárias no ponto de atracação do cais, uma vez que, segundo especialistas, há risco da estrutura vir à pique. O cais foi construído há 26 anos e nunca passou por uma reforma, portanto,  não há como precisar se tem condições de suportar a força da correnteza. Com a interdição provisória do cais, toda a carga geral (óleo, açúcar, produtos refrigerados, hortifrutigranjeiros) foi remanejada para o ponto de atracação das rampas RO-RO. A única movimentação de carga que paralisou, de fato, foi a de grãos (soja e milho) porque não existe outra estrutura no Porto que atenda às especificidades deste tipo de operação. As outras atividades portuárias seguem em funcionamento. Em condições normais, o Porto trabalha, diariamente, com uma média de 3.200 toneladas de carga geral. Agora, esta movimentação saltou para 16 mil toneladas, um crescimento de 500%.  São cerca de 16 mil toneladas de carga geral num espaço que não foi projetado para esta quantidade. Se a economia, graças a isto não parou, a preocupação do presidente da Fecomércio de Rondônia, Raniery Coelho, é de que a cheia está tendo um impacto muito negativo no comércio “A intenção de consumo caiu e muitos empresários estão sendo prejudicados perdendo renda, em especial, os que tem negócios com o Estado do Acre, Humaitá e a região de Guajará-Mirim e Nova Mamoré que estão quase que isoladas”. O dirigente empresarial afirmou que face aos impactos difusos que a cheia provoca “Não se tem como calcular com precisão os impactos, mas, em especial, por causa dos aumentos de combustível derivados da especulação os consumidores e empresas estão sendo duramente atingidos sem contar as maiores vitimas que foram retiradas de suas casas e negócios”, concluiu. Até mesmo a suspensão do desfile acaba impactando negativamente nas atividades comerciais que, segundo o Departamento Econômico da Fecomércio/RO, no mínimo, está sendo afetado em 6 a 9% de sua atividade normal.

 

Fonte: Ascom Fecomércio/RO