Homens e mulheres compram de forma diferente em tempos de inflação alta

22/12/2014 07:25

Quando se trata de fazer ajustes no orçamento devido principalmente à elevação dos preços e/ou retração do poder de compra, homens e mulheres agem de forma diferente, como demonstra sondagem do Sincovaga (Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de S. Paulo) a respeito do comportamento do consumidor.

O levantamento, realizado por instituto de pesquisa independente, ouviu 200 consumidores na capital paulista, entre os dias 1º e 5 de dezembro, sendo 50% do sexo masculino e 50% do sexo feminino.

Em primeiro lugar, os homens se revelam mais insatisfeitos em termos de aquisições. É significativamente maior a parcela de homens que responde nunca ter comprado tudo o que queria no supermercado: 48% deles contra 32% delas. Ao mesmo tempo, a proporção de mulheres que declarou que há mais de 10 anos vem adquirindo o que gostaria nos supermercados é o dobro da masculina: 21% a 11%.

O comprometimento da renda com gastos em supermercados é relativamente semelhante, com uma tendência leve de maior comprometimento do orçamento na resposta do gênero masculino. Não há diferenças muito significativas nessa distribuição. Leve tendência de homens comprometerem maior parcela do orçamento do que as mulheres, portanto isso pode em parte explicar a maior insatisfação masculina levantada na questão anterior.

Na substituição de itens, as respostas voltam a se diferenciar. Para ambos os sexos, as maiores alterações ocorreram em alimentos, porém, para uma proporção significativamente maior de homens houve mudanças também em higiene e limpeza e mais mulheres abriram mão de bebidas. Esse comportamento parece explicar bem a diferença de prioridades entre homens e mulheres, que não se alterou tanto quanto se imaginava desde a inserção feminina no mercado de trabalho.

No tocante à ação, as mulheres preferem manter a quantidade e os homens, as marcas. As diferenças não são muito relevantes nesse caso, porém mostram também a visão de abastecimento entre os gêneros.

Na troca de marcas, as mulheres aceitam mais do que os homens testar marcas desconhecidas. Ou seja, neste caso, querem realmente garantir o volume de abastecimento, pela máxima redução possível de preços, outra diferença significativa entre os gêneros.

Com relação às compras de Natal quase 60% dos entrevistados antecipa que irá reduzir o nível de gastos, seja com queda de volume ou com mudança de itens escolhidos. No caso entre os sexos, homens vão substituir itens e trocar marcas mais do que as mulheres, ao menos nas compras de Natal. Os homens parecem estar mais pessimistas com relação à economia e tendem, ao menos como mostra a pesquisa, a serem mais conservadores.

 

Fonte: Por Redação SM