Governador destaca potencial de Porto Velho em seus 98 anos de instalação

24/01/2013 07:22

Com uma população estimada em quase 445 mil habitantes e o status de deter o terceiro maior Produto Interno Bruto (PIB) da região Norte, sendo ainda a Capital que mais cresce economicamente no País, Porto Velho completa 98 anos de instalação como município, na próxima quinta-feira (24), após ter sido criado há quase 99 anos (em 2 de outubro de 1914), sob a Lei 757, sancionada pelo então governador do Amazonas, Jônathas de Freitas Pedrosa. Para o governador Confúcio Moura, trata-se de uma data comemorativa, não só pela história, mas também pelo que hoje representa a Capital de Rondônia para o País.

Conforme lembrou o governador, após vários ciclos econômicos (exploração da borracha e posteriormente de cassiterita e ouro), além da chamada economia do contracheque em razão do grande número de servidores públicos nas esferas federal, estadual e municipal, o município agora se consolida com a abertura de empresas, como reflexo da construção das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira, um dos cartões postais da cidade. Dados da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero) relativos a 2011 apontam que em um ano foram instaladas cinco mil novas empresas, gerando 30 mil empregos, o que fez o Estado responder pela maior taxa de ocupação da população economicamente ativa da região (94,6%) e a segunda menor taxa de desemprego do Brasil. A renda média do trabalhador portovelhense é também a mais alta da região: R$ 880, acima da média nacional.

No quesito turismo, Porto Velho tem pequeno potencial, mas figura na região como a  8ª cidade e o 5º destino de empresários vindos da Bolívia a negócios e eventos. Entre as atrações históricas estão a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, a Catedral do Sagrado Coração de Jesus, Cemitério da Candelária, sede da Arquidiocese, terminal ferroviário, locomotiva Coronel Church (a primeira máquina vinda para a Amazônia, em 1872), Três  Caixas D'Água (símbolos da cidade, edificadas pelos ingleses), igreja de Santo Antônio, marco inicial da cidade, onde antes da construção da usina havia uma cachoeira.

Porto Velho também se destaca pelo aumento das construções não apenas horizontais, mas também verticais, como por exemplo, o Complexo Palácio Rio Madeira, cuja arquitetura moderna embeleza a cidade. Outro destaque é para o aumento populacional, consequência da construção das duas usinas e também da evolução do parque industrial com incentivos governamentais.

Antes, a Capital rondoniense, que começou a ser povoada a partir de 1907, com a construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, pertencia ao município de Humaitá (AM). O desmembramento deu-se em sessão solene presidida pelo major reformado do Exército, Fernando Guapindaia, nomeado superintendente, uma espécie de prefeito, juntamente com uma comissão, que tinham como missão organizar a estrutura administrativa, política, social econômica e urbana, além das eleições municipais, em 1º de dezembro de 1916. A elevação a cidade só ocorreu em 7 de setembro de 1919, através da Lei 1011, do governo do Amazonas. Em 13 de setembro de 1943 foi elevada a Capital do Território Federal do Guaporé (depois Território Federal de Rondônia – 1956 - e Estado de Rondônia - 1981), criado em terras desmembradas dos Estados do Amazonas e Mato Grosso.

Na lista das 100 cidades mais populosas da região, divulgada no ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Porto Velho ocupa a quarta colocação, perdendo apenas para Manaus (AM), Belém e Ananindeua (PA).

 

Fonte: Decom