Food Service: Um mercado de oportunidades

15/08/2013 14:05

Em comparação com países como os Estados Unidos, onde 50% das refeições são feitas fora de casa, o Brasil é um mercado em evolução. Por aqui, o mercado de alimentação cresce há dez anos na casa dos dois dígitos. Em 2012, esse crescimento foi de 14,4%, segundo dados obtidos pela Abia – Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação. No mesmo ano, o faturamento da indústria de alimentos foi de 431,6 bilhões de reais e a venda para os canais de food service foi responsável por 100,5 bilhões de reais. “As vendas da indústria para este mercado representam 31% e ainda há muito espaço e oportunidade para ele crescer, visto que, no Brasil, em 2012, 34% das pessoas concentraram suas refeições fora de casa. Em alguns países europeus, esse índice chega a 70%”, comenta Amílcar Lacerda, gerente do Departamento de Economia e Estatística da Abia.

O mercado de refeições fora de casa, segundo Enzo Donna, diretor da ECD Food Service Consultoria, responde por um faturamento de 240 bilhões de reais, que inclui canais como restaurantes, padarias, redes de fast food, hotéis e lanchonetes. “Esse crescimento e essas proporções refletem a tendência, cada vez maior, de as pessoas realizarem suas refeições fora de casa. Em 2009, o brasileiro gastava 31% da sua despesa com alimentação fora de casa. Em 2014, esse percentual pode ir até 38%. No Sudeste, o principal mercado no Brasil, que em 2009 era de 37%, em 2014 poderá chegar a 46%, ou seja, se aproximar do padrão de consumo fora de casa dos norte-americanos”, comenta Enzo Donna.

Para ele, o Brasil é um grande mercado, pois na América Latina,  o País é oito vezes maior que o mercado argentino, e 13 vezes maior que o mercado colombiano, para citar os maiores mercados. Quando comparado com a principal economia do mundo, os Estados Unidos, o mercado norte-americano é seis vezes maior que o brasileiro. “Com relação à Europa, em percentual de despesa com alimentação fora de casa, estamos próximos do padrão europeu, que gira entre 35% e 40%”, diz.

Metas para o setor

1 – Produzir produtos específicos para o mercado, ou seja, produtos que:

a)      facilitem o preparo das refeições;
b)      economizem espaço com embalagens mais adequadas; e
c)       tenham uma relação custo/benefício adequada para o negócio.

2 – Contar com uma distribuição que:
a)    permita entregas fracionadas e frequentes;
b)    seja eficiente em horários de entrega;
c)    economize tempo do gestor do negócio fazendo abastecimento de várias categorias.