Expandir nacionalmente a marca é o novo desafio da Vigor

14/02/2012 07:20

Após um ano na presidência da JBS, Wesley Batista passou a ter a ideia fixa de separar a subsidiária Vigor do "bolo" JBS, para torná-la uma empresa mais valorizada. Depois de anunciar, na quinta-feira, a abertura de capital da fabricante de laticínios, Batista traçou uma meta mais ambiciosa: fazer da Vigor um nome nacional em lácteos, a marca "guarda-chuva" de um mix completo, do leite ao parmesão, passando por iogurte e molhos cremosos.

Para Batista, o plano estratégico da Vigor já estava traçado para um crescimento orgânico anual de dois dígitos (23% em 2012 e de 25% em 2013), independentemente da abertura de capital. E o objetivo da Vigor S.A é se tornar a maior empresa de lácteos do País - ou, pelo menos, a segunda no ranking. À sua frente estão as multinacionais Nestlé (suíça) e Danone (francesa). além da brasileira BRF Brasil Foods, dona de Batavo e Elegê. Outra forte competidora é a LBR Lácteos Brasil, que reúne as marcas Parmalat, Bom Gosto e Poços de Caldas, entre outras.

A expansão nacional da marca deve começar a partir do Estado de São Paulo, onde estão 65% das vendas da Vigor. O primeiro alvo é Minas Gerais, onde a empresa pretende ter uma fábrica no início de 2014. Já em Minas, está uma das maiores bacias leiteiras do País. Na sequência dos mercados a receber maior atenção da Vigor estão Paraná, Rio de Janeiro e Centro-Oeste.

A fábrica de Minas integra os investimentos de R$ 200 milhões que a Vigor deve fazer nos próximos anos em bens de capital (Capex), até atingir o esperado faturamento de R$ 5 bilhões. Mas o maior aporte a ser realizado até meados de 2013 será em marketing, para tornar a marca Vigor e todo o portfólio da companhia - Danúbio (premium), Leco (saudáveis), Faixa Azul (parmesão), Serrabela (queijos finos) e Amélia (food service) - relevantes para as demais regiões do país.

A proposta do executivo é reposicionar a marca Vigor, que até hoje competiu em preço com outras mais acessíveis, como Paulista e Elegê. Agora, deve se aproximar de marcas de maior desembolso, como Danone e Nestlé, mas ainda assim custando um pouco menos, da mesma forma que faz a Batavo. A marca da BRF, por sinal, deve ser uma forte referência para a Vigor. Em lácteos, a Batavo vai do petit suisse à mussarela.
 

Fonte: Valor Econômico