Entidades de varejo desaprovam políticas econômicas

09/03/2016 08:03

Diante da decisão do Comitê de Política Monetária, do Banco Central do Brasil, em manter a taxa SELIC em 14,25% ao ano, algumas entidades ligadas ao varejo se pronunciaram quanto à condução da política econômica do País.

Para a Apas (Associação Paulista de Supermercados), a manutenção dos juros já era esperada e a grande surpresa seria se a taxa de juros fosse alterada. Segundo Rodrigo Mariano, gerente de economia e pesquisa da associação, o Banco Central está em um impasse e tem tido dificuldades em conduzir a política monetária. Se os juros subissem haveria a justificativa de que a inflação em 12 meses não cede, mesmo diante de diversas altas dos juros. Se reduzissem, a justificativa poderia ser que o cenário econômico tem redução da atividade econômica acima do esperado. Já a manutenção dos juros indica uma preocupação em não errar na condução da política monetária neste momento, o que gera uma falta de ação momentânea por parte da política monetária.

Segundo a associação, a expectativa para 2016 é de ligeira redução da taxa básica de juros a partir do segundo semestre. Dessa forma, o ano se encerraria com 13,5%. Para o economista da Apas, a taxa ainda seria elevada diante da necessidade de impulsionar a atividade econômica em busca da retomada do crescimento. 

A FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) também divulgou comunicado criticando a condução da economia. A entidade afirma que "um conjunto de equívocos de política econômica colocou o País em uma verdadeira encruzilhada". Segundo ela, a saída é atacar a raiz do problema, que é fiscal, avançando na reforma da previdência, na desindexação da economia e na desvinculação das receitas. A estimativa é de que as vendas no varejo tenham recuo de 3% a 4% neste ano. Em 2015, houve queda de 4,3%.

 

Fonte: Supermercado Moderno