Criação de empregos formais recua 21,8% em janeiro, para 118,8 mil

23/02/2012 12:57

Informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgadas nesta quinta-feira (23) pelo Ministério do Trabalho mostram que foram criados 118.895 empregos com carteira assinada em janeiro deste ano, o que representa queda de 21,82% frente ao mesmo mês do ano passado, quando foram abertas 152.091 de vagas formais.

O valor também ficou distante do recorde para o período, registrado em janeiro de 2010, quando foram abertas 181.419 vagas com carteira assinada. Trata-se, também, do pior resultado para meses de janeiro desde 2009, quando foram fechados 101.748 empregos com carteira assinada. Naquele momento, assim como no começo deste ano, o Brasil sentia os efeitos da crise financeira internacional.

Setores da economia
Os números do governo federal revelam que o setor de serviços foi aquele que mais criou empregos formais em janeiro deste ano, com a abertura de 61,4 mil postos com carteira assinada, seguido pela construção civil (42,19 mil vagas) e pela indústria de transformação, que abriu 37,4 mil vagas no primeiro mês deste ano. A agropecuária, por sua vez, foi responsável pela criação de 12,31 mil empregos com carteira assinada, ao mesmo tempo em que o comércio fechou 36,34 mil vagas em janeiro de 2012.

Emprego cresce em todas regiões
Segundo dados do Ministério do Trabalho, o emprego formal cresceu em todas as regiões do país em janeiro deste ano. A região Sudeste, por exemplo, registrou a abertura de 45.763 postos, enquanto que, na região Sul, foram criados 44.164 postos com carteira assinada. O Centro-Oeste, por sua vez, abriu 22.695 postos. Na região Nordeste, foram abertas 5.795 vagas formais e, na região Norte abriu 478 postos de trabalho com carteira assinada.

"O modesto crescimento da região Norte pode ser atribuído, preponderantemente, ao comportamento negativo do emprego nos estados do Amazonas (-1.344 postos ou -0,31%), Roraima (-344 postos ou -0,79%) e Acre (-240 postos ou -0,32%), que reduziram os seus níveis de emprego", informou o Ministério do Trabalho.

 

Fonte: Alexandro Martello Do G1, em Brasília