Comércio deve melhorar com menor endividamento de abril

14/05/2012 13:17

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada em parceria pela Fecomércio/RO e Confederação Nacional do Comércio (CNC), relativa ao mês de abril, em Porto Velho, apresentou uma sensível queda do endividamento das famílias que, em março, eram 96.652 famílias endividadas o que, percentualmente, representava 81,2%, para as atuais 81.767 famílias, ou seja, uma queda de 15,4%. Os endividados com contas em atraso, porém, aumentaram em 61,5%, pois, eram 16,4%, em março, e são, atualmente, 26,5%. Crescimento similar obteve o número das famílias sem condições de pagar suas dívidas aumentaram de 54,4%, em abril, saindo de 4% das famílias em março para 6,2% das famílias em abril.  As famílias muito endividadas passaram de 7,4%, em março, para 10,4% em abril, as mais ou menos endividadas são 20,4%, as pouco endividadas 37,9% e quem não tem dívidas saltou dos 18,8% de março para os atuais 31,1%.

Consumo deve melhorar

Para o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Coelho, “A forte queda do endividamento das famílias é um reflexo de que houve, com a queda do consumo, um ajuste das contas das famílias durante os últimos meses. O lado positivo é o de que se trata de um sinal, aliado as medidas do governo de desoneração e queda da taxa de juros, que, em breve, a atividade econômica deverá retomar um ritmo maior e, possívelmente, no segundo semestre a economia voltará a estar aquecida”. Para Raniery a queda do endividamento deverá se refletir gradativamente na intenção de consumo, principalmente, se houver um maior crescimento do crédito o que esperado em face das medidas tomadas pelo governo para incentivar a produção. Para ele, “As vendas de maio, em especial do Dia da Mães, será uma primeira medição do comportamento futuro das vendas. Estamos otimistas, mas, de forma moderada”.

Segundo a pesquisa de abril os cartões de crédito voltaram a superar os carnês, com 54,9% das famílias endividadas neles, enquanto os carnês só responderam por 50,6% das dividas das famílias. Na sequência surgem o financiamento de veículos com 11%, o crédito pessoal (9,3%) e o crédito consignado (6,7%). O tempo médio de atraso das contas foi de 53 dias e o tempo médio de comprometimento com as dívidas de 6,3 meses. O comprometimento médio das rendas das famílias de Porto Velho, em março, foi de 27,1%, sendo que 13,1% tem sua renda comprometida em mais de 50%, mas, 41% só tem comprometimento com dívidas no máximo de três meses e são mais 22,7% que possuem comprometimento de até 12 meses.


Fonte: FECOMÉRCIO-RO/CNC