60% dos itens da cesta básica estão em falta em cidade isolada pela cheia

13/03/2014 17:46

Moradores, empresários e produtores rurais protestaram pacificamente em frente ao prédio da Justiça Federal, em Guajará-Mirim (RO), nesta quarta-feira (12), por conta da situação do município, que está praticamente isolado, devido a cheia dos rios Mamoré, Araras, Ribeirão e Madeira. Segundo a Associação Comercial de Guajará-Mirim, o município já tem 20% da população ativa desempregada e 20% dos funcionários entraram em férias. Mais da metade dos itens da cesta básica já está em falta em Guajará. O Rio Mamoré subiu 22 centímetros nas últimas 24 horas, marcando 12,14 metros. Está apenas a 64 centímetros da última cheia histórica, registrada em abril de 2008.

A população tem motivos para se preocupar. A última vez que o município foi abastecido com gás de cozinha foi há duas semanas. Há documentos encaminhados aos órgãos competentes solicitando prazo maior para vencimentos de impostos e financiamentos. Segundo a Associação Comercial, 60% dos itens da cesta básica já estão em falta e nenhum dos quatro postos de combustíveis da cidade possui gasolina, etanol ou diesel para venda. Os caminhões carregados com mantimentos estão parados em um bloqueio feito por manifestantes na Linha 28, em Nova Dimensão, distrito de Nova Mamoré, única rota alternativa terrestre para que a região não fique isolada.

Quanto mais o acesso fica restrito, mais o Rio Lage, na BR-425,  sobe, o que pode ocasionar a interdição de mais uma rota. Por enquanto, a única via de acesso para sair ou chegar a Guajará é aérea. Uma empresa de táxi aéreo faz dois voos diários, com custo de passagem a R$ 350. Uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB), a serviço da Defesa Civil do município, faz o transporte de produtos essenciais e de pacientes que precisam ser encaminhados pela Secretaria de Saúde do Município para tratamento em Porto Velho.

 

Fonte: G1 - RO