13º salário injetará mais de R$ 130 bilhões na economia

31/10/2012 09:42

Com a aproximação do fim do ano, o comércio começa a se preparar para as vendas de Natal. Segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), o pagamento do 13º salário irá injetar pouco mais de R$ 130 bilhões na economia brasileira até dezembro, R$ 13 bilhões a mais do que em 2011.

 

O montante corresponde a 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do País, beneficiando cerca de 80 milhões de brasileiros.

Carlos Thadeu de Freitas, chefe da Divisão econômica da CNC, destaca que, nos últimos anos, tem sido crescente o contingente de trabalhadores que antecipa o recebimento do 13º. "Prioritariamente a alocação desses recursos costuma ser a quitação de dívidas. Isso permite que o consumidor se livre do elevado custo de rolagem das dívidas, que no cartão de crédito e no cheque especial são de aproximadamente 220% e 150% ao ano, respectivamente", disse.

Do montante calculado pela Fecomercio-SP, um terço (cerca de 43 bilhões) deve ser destinado para o pagamento de dívidas, em especial do cartão de crédito, do cheque especial e de empréstimos pessoais que possuem altas taxas de juros. Um terço vai para os compromissos de começo de ano, tal como despesas escolares, pagamento de impostos e gastos com férias, e apenas um terço utilizado para o consumo. "O consumidor visa reconstituir as condições de acesso a crédito para as compras de final de ano. Para o comércio, as vendas de final de ano respondem por 17% do faturamento médio anual. Mas, para alguns ramos específicos, como eletroeletrônicos e vestuário, o último mês do ano responde por 21% e 24% do total de vendas anuais. Neste ano, o comércio varejista deve registrar expansão de 7,8% no Natal segundo nossas projeções", comlemetou carlos Thadeu.

Além do dinheiro extra, o mercado de crédito, que vem crescendo com a trajetória de queda da taxa básica de juros, ajudará a impulsionar a economia e as vendas de fim de ano. Desde o Natal passado, a Selic já caiu 3,75 pontos percentuais, para 7,25% ao ano – o menor patamar da série histórica desde 1999, quando se adotou o regime de metas de inflação.

Observando a constante evolução dos indicadores de emprego e renda, estabilidade nos níveis de inadimplência e sinais de confiança do consumidor, é possível afirmar que o endividamento está sob controle e que ainda há espaço para crescer.

 

Fonte: CNC